Wishlist
R$ 0,00
(0) item(s)

Você não tem itens no seu carrinho de compras.

Produto adicionado no carrinho x
  • Nazareth Pacheco, Hemácia P Nazareth Pacheco, Hemácia P
  • Nazareth Pacheco, Hemácia P Nazareth Pacheco, Hemácia P
  • Nazareth Pacheco, Hemácia P Nazareth Pacheco, Hemácia P

Nazareth Pacheco +

"Hemácia P" (cód. 5050)

Seja o primeiro a avaliar este produto

  • Escultura
  • Data 2016
  • Técnica acrílico vinho maciço
  • Dimensões (A x L x P) 19 x 19 x 7 cm (P)
  • Edição 15 + 3PA

DISPONIBILIDADE IMEDIATA

R$ 9.000,00
em até 10x de R$ 994,50*
ver parcelas
  • 1x de R$ 9.000,00
  • em até 2x de R$ 4.500,00
    sem juros no cartão de crédito
  • em até 3x de R$ 3.000,00
    sem juros no cartão de crédito
  • em até 4x de R$ 2.283,75*
  • em até 5x de R$ 1.854,00*
  • em até 6x de R$ 1.567,50*
  • em até 7x de R$ 1.362,86*
  • em até 8x de R$ 1.209,38*
  • em até 9x de R$ 1.090,00*
  • em até 10x de R$ 994,50*

A produção de Nazareth Pacheco tem caráter autobiográfico. A artista considera o corpo feminino como lugar de práticas médicas que visam adaptá-lo a aprimoramentos estéticos. Trabalhou por muitos anos com objetos cortantes e perfurantes, como agulhas e navalhas. Em algumas ocasiões, se cortava com estes elementos, o que a levou a observar o sangue seco em suas próprias mãos e, então, desenha-lo e fotografa-lo.

Nesta obra, a artista apresenta hemácias, ou glóbulos vermelhos, produzidos em acrílico bordô grosso e pesado. A obra pede a aproximação do espectador, para que se veja refletido e provoque questionamentos sobre si mesmo.

A obra vem acompanhada de certificado de autenticidade assinado pela artista e pode ser encontrada em dois tamanhos.

Mais obras deste artista

Nazareth Pacheco

São Paulo (SP), 1961 | Vive e trabalha em São Paulo (SP), Brasil.

As esculturas e instalações de Nazareth Pacheco exploram o corpo feminino e suas transformações, com aspectos plásticos e simbólicos potentes, que criam no espectador sentimentos contraditórios como a fascinação e a repulsa. Já realizou exposições individuais e coletivas em importantes instituições nacionais e internacionais como o Centro Universitário Maria Antonia (São Paulo), a Maison du Brèsil (Bruxelas), o Instituto de Cultura Brasileira (Berlim), o Centro Cultural São Paulo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Jordan National Gallery of Fine Arts (Jordânia), o Instituto Figueiredo  Ferraz (Ribeirão Preto), o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Rio de Janeiro), o Hong Kong Arts Centre (China), a Fundación Caja de Madrid (Madri), o Malba (Buenos Aires), o El museu Del Barrio (Nova York), o Paço Imperial (Rio de Janeiro), a Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre diversos outros.

A artista começou a produzir nos anos 1980, fazendo parte de uma geração que lidou intensamente com questões do corpo. Seu trabalho é reconhecido pelas relações com o universo feminino e pela busca da beleza, muitas vezes relacionada à intervenções cirúrgicas para a construção da imagem ideal. Cria objetos tridimensionais relacionados com o universo da admiração e do prazer estéticos, porém, compostos por elementos capazes de ferir, como lâminas de corte e elementos pontiagudos, misturados com miganças, espelhos, acrílicos e metais.

No início da carreira, realizou esculturas em bronze que já indicam o caminho de seu trabalho: a predileção pelo tridimensional e pela temática feminina. Logo passou a desenvolver peças com formas pontiagudas que faziam uma relação com o ferimento e consequentemente com o sentimento de dor. No início dos anos 1990, houve um momento em que parte de sua produção se aproximou de sua biografia. Aos poucos a artista se afastou destas questões e passou a discutir questões mais ligadas a crenças e buscas da sociedade em geral. Realizou instalações com objetos cirúrgicos como o espéculo e também se expressou através das palavras em obras como os vestidos brancos com frases bordadas em vermelho.

A transparência e a translucidez foram bastante exploradas, como podemos perceber na recorrência de materiais como o acrílico e miçangas, criando peças de aparente fragilidade e encanto, como vestidos e colares. No entanto, ao nos aproximarmos das obras, percebemos que sua composição envolve também elementos cortantes, gerando instantaneamente sensações de e fobia e horror. Esse jogo de sentimentos é comum em sua obra, a artista intencionalmente seleciona as peças e compõe os objetos de forma a mexer com nossos desejos. Como comenta o crítico e curador Tadeu Chiarelli, os objetos antes potenciais se transformam em reais e aterradores ameaças.

Devido a um pequeno descuido, o artista se cortou na produção de uma de suas obras e não pode deixar de observar as gotas de sangue que caíram no papel. O sangue, este líquido vital, ganhou destaque em obras como "Frasco" (2007), e com um olhar microscópico, os glóbulos branco e vermelho foram explorados em bronze, madeira, ouro e prata. O aspecto plástico desses elementos, tratados de forma minimalista, ressaltam a preocupação estética da artista. Como comenta Cauê Alves: “estética dos objetos é ao menos tão relevante no nosso imaginário quanto suas funções.”1

Em sua exposição individual na Casa Triângulo, em 2014,  a artista apresentou peças me metacrilato que fazem uma relação com o sangue, o líquido que escorre, que se aglutina. No entanto, ela explorou também o aspecto do mercúrio, elemento que dá nome à mostra. Peças prateadas e reflexivas , em formatos variados, davam uma sensação maleável e de movimento. Ao observá-las, ficamos à espera das pequenas gotas se unirem formando porções maiores e disformes.

Ao refletir sobre as obras que trabalham com o sangue e sua composição, Cauê Alves faz uma interessante análise da obra da artista: “Entretanto, os vestígios do corpo nos desenhos de Nazareth Pacheco, o sangue e as gotas presentes em sua exposição, mostram um corpo cindido, fragmentado. É como se houvesse uma espécie de desarmonia corporal. Mas não se trata apenas de uma concepção individual de adequação a algum padrão de beleza, mas sim da constatação do desaparecimento da noção de um sujeito como corpo onipresente e absoluto, definido a partir da oposição com os objetos do mundo. Isto está longe de ser um retorno à concepção cartesiana do sujeito como cogito, como puro pensamento desencarnado, mas sim de que o corpo já não é mais uma unidade. O trabalho de Nazareth Pacheco, para além das explicações biográficas que possa ter, nos mostra que o corpo contemporâneo perdeu a sua inteireza e singularidade e que nem a arte nem o desejo poderão forjar sua reunificação. Talvez por isso a artista investigue o líquido vital que constitui o corpo e a sua origem.”2

 1 e 2. ALVES, Cauê. O perfume de um corpo cindido.

 

Galerias representantes

Bolsa de Arte, Porto Alegre

Destaques da carreira

Nazareth Pacheco

  • Detalhe da obra Detalhe da obra "Sem título" (1997 - cristal, miçangas e lamina de barbear), premiada no Panorama do MAM de São Paulo
  • Detalhe da instalação Detalhe da instalação "Gotas", na exposição "A sua saúde" | 2014 | Museu Nacional de Brasília, DF
  • Detalhe da obra Detalhe da obra "Sem título" | 1999
Detalhe da obra
TOPO