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Nazareth Pacheco
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Nazareth Pacheco

Nazareth Pacheco

Nazareth Pacheco

  • Detalhe da obra Detalhe da obra "Sem título" (1997 - cristal, miçangas e lamina de barbear), premiada no Panorama do MAM de São Paulo
  • Detalhe da instalação Detalhe da instalação "Gotas", na exposição "A sua saúde" | 2014 | Museu Nacional de Brasília, DF
  • Detalhe da obra Detalhe da obra "Sem título" | 1999
Detalhe da obra

Nazareth Pacheco

8 Iten(s)

   

  1. "D"ouro 1"

    Nazareth Pacheco

    A joia criada pela artista faz referência a uma série de trabalhos que vem desenvolvendo desde 2006, que exploram plasticamente a representação das hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, elementos responsáveis pelo transporte do oxigênio e parte do gás carbônico no sangue. As peças são produzidas em ouro ou prata, e todas possuem a corrente de ouro. A obra acompanha certificado numerado e assinado pela artista.

    Disponibilidade: Em estoque

    • Jóia
    • Data 2014
    • Técnica ouro
    • Dimensões (A x L x P) 3 x 3 x 1 cm
    • Edição 20
    R$ 5.900,00
  2. "D"ouro 2"

    Nazareth Pacheco

    A joia criada pela artista faz referência a uma série de trabalhos que vem desenvolvendo desde 2006, que exploram plasticamente a representação das hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, elementos responsáveis pelo transporte do oxigênio e parte do gás carbônico no sangue. As peças são produzidas em ouro ou prata, e todas possuem a corrente de ouro. A obra acompanha certificado numerado e assinado pela artista.

    Disponibilidade: Em estoque

    • Jóia
    • Data 2014
    • Técnica ouro
    • Dimensões (A x L x P) 2 x 3 x 1 cm
    • Edição 20
    R$ 5.700,00
  3. "D"ouro 3"

    Nazareth Pacheco

    A joia criada pela artista faz referência a uma série de trabalhos que vem desenvolvendo desde 2006, que exploram plasticamente a representação das hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, elementos responsáveis pelo transporte do oxigênio e parte do gás carbônico no sangue. As peças são produzidas em ouro ou prata, e todas possuem a corrente de ouro. A obra acompanha certificado numerado e assinado pela artista.

    Disponibilidade: Em estoque

    • Jóia
    • Data 2014
    • Técnica ouro
    • Dimensões (A x L x P) 1 x 4 x 1 cm
    • Edição 20
    R$ 5.300,00
  4. "Deprata 1"

    Nazareth Pacheco

    A joia criada pela artista faz referência a uma série de trabalhos que vem desenvolvendo desde 2006, que exploram plasticamente a representação das hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, elementos responsáveis pelo transporte do oxigênio e parte do gás carbônico no sangue. As peças são produzidas em ouro ou prata, e todas possuem a corrente de ouro. A obra acompanha certificado numerado e assinado pela artista.

    Disponibilidade: Em estoque

    • Jóia
    • Data 2014
    • Técnica ouro e prata
    • Dimensões (A x L x P) 3 x 3 x 1 cm
    • Edição 20
    R$ 2.900,00
  5. "Deprata 2"

    Nazareth Pacheco

    A joia criada pela artista faz referência a uma série de trabalhos que vem desenvolvendo desde 2006, que exploram plasticamente a representação das hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, elementos responsáveis pelo transporte do oxigênio e parte do gás carbônico no sangue. As peças são produzidas em ouro ou prata, e todas possuem a corrente de ouro. A obra acompanha certificado numerado e assinado pela artista.

    Disponibilidade: Em estoque

    • Jóia
    • Data 2014
    • Técnica ouro e prata
    • Dimensões (A x L x P) 2 x 3 x 1 cm
    • Edição 20
    R$ 2.800,00
  6. "Deprata 3"

    Nazareth Pacheco

    A joia criada pela artista faz referência a uma série de trabalhos que vem desenvolvendo desde 2006, que exploram plasticamente a representação das hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, elementos responsáveis pelo transporte do oxigênio e parte do gás carbônico no sangue. As peças são produzidas em ouro ou prata, e todas possuem a corrente de ouro. A obra acompanha certificado numerado e assinado pela artista.

    Disponibilidade: Em estoque

    • Jóia
    • Data 2014
    • Técnica ouro e prata
    • Dimensões (A x L x P) 1 x 4 x 1 cm
    • Edição 20
    R$ 2.700,00
  7. "Hemácia G"

    Nazareth Pacheco

    A produção de Nazareth Pacheco tem caráter autobiográfico. A artista considera o corpo feminino como lugar de práticas médicas que visam adaptá-lo a aprimoramentos estéticos. Trabalhou por muitos anos com objetos cortantes e perfurantes, como agulhas e navalhas. Em algumas ocasiões, se cortava com estes elementos, o que a levou a observar o sangue seco em suas próprias mãos e, então, desenha-lo e fotografa-lo.Nesta obra, a artista apresenta hemácias, ou glóbulos vermelhos, produzidos em acrílico bordô grosso e pesado. A obra pede a aproximação do...

    Disponibilidade: Em estoque

    • Escultura
    • Data 2016
    • Técnica acrílico vinho maciço
    • Dimensões (A x L x P) 36 x 36 x 8,3 cm (G)
    • Edição 15 + 3PA
    R$ 14.000,00
  8. "Hemácia P"

    Nazareth Pacheco

    A produção de Nazareth Pacheco tem caráter autobiográfico. A artista considera o corpo feminino como lugar de práticas médicas que visam adaptá-lo a aprimoramentos estéticos. Trabalhou por muitos anos com objetos cortantes e perfurantes, como agulhas e navalhas. Em algumas ocasiões, se cortava com estes elementos, o que a levou a observar o sangue seco em suas próprias mãos e, então, desenha-lo e fotografa-lo.Nesta obra, a artista apresenta hemácias, ou glóbulos vermelhos, produzidos em acrílico bordô grosso e pesado. A obra pede a aproximação do...

    Disponibilidade: Em estoque

    • Escultura
    • Data 2016
    • Técnica acrílico vinho maciço
    • Dimensões (A x L x P) 19 x 19 x 7 cm (P)
    • Edição 15 + 3PA
    R$ 9.000,00

Nazareth Pacheco

8 Iten(s)

   

São Paulo (SP), 1961 | Vive e trabalha em São Paulo (SP), Brasil.

As esculturas e instalações de Nazareth Pacheco exploram o corpo feminino e suas transformações, com aspectos plásticos e simbólicos potentes, que criam no espectador sentimentos contraditórios como a fascinação e a repulsa. Já realizou exposições individuais e coletivas em importantes instituições nacionais e internacionais como o Centro Universitário Maria Antonia (São Paulo), a Maison du Brèsil (Bruxelas), o Instituto de Cultura Brasileira (Berlim), o Centro Cultural São Paulo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Jordan National Gallery of Fine Arts (Jordânia), o Instituto Figueiredo  Ferraz (Ribeirão Preto), o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Rio de Janeiro), o Hong Kong Arts Centre (China), a Fundación Caja de Madrid (Madri), o Malba (Buenos Aires), o El museu Del Barrio (Nova York), o Paço Imperial (Rio de Janeiro), a Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre diversos outros.

A artista começou a produzir nos anos 1980, fazendo parte de uma geração que lidou intensamente com questões do corpo. Seu trabalho é reconhecido pelas relações com o universo feminino e pela busca da beleza, muitas vezes relacionada à intervenções cirúrgicas para a construção da imagem ideal. Cria objetos tridimensionais relacionados com o universo da admiração e do prazer estéticos, porém, compostos por elementos capazes de ferir, como lâminas de corte e elementos pontiagudos, misturados com miganças, espelhos, acrílicos e metais.

No início da carreira, realizou esculturas em bronze que já indicam o caminho de seu trabalho: a predileção pelo tridimensional e pela temática feminina. Logo passou a desenvolver peças com formas pontiagudas que faziam uma relação com o ferimento e consequentemente com o sentimento de dor. No início dos anos 1990, houve um momento em que parte de sua produção se aproximou de sua biografia. Aos poucos a artista se afastou destas questões e passou a discutir questões mais ligadas a crenças e buscas da sociedade em geral. Realizou instalações com objetos cirúrgicos como o espéculo e também se expressou através das palavras em obras como os vestidos brancos com frases bordadas em vermelho.

A transparência e a translucidez foram bastante exploradas, como podemos perceber na recorrência de materiais como o acrílico e miçangas, criando peças de aparente fragilidade e encanto, como vestidos e colares. No entanto, ao nos aproximarmos das obras, percebemos que sua composição envolve também elementos cortantes, gerando instantaneamente sensações de e fobia e horror. Esse jogo de sentimentos é comum em sua obra, a artista intencionalmente seleciona as peças e compõe os objetos de forma a mexer com nossos desejos. Como comenta o crítico e curador Tadeu Chiarelli, os objetos antes potenciais se transformam em reais e aterradores ameaças.

Devido a um pequeno descuido, o artista se cortou na produção de uma de suas obras e não pode deixar de observar as gotas de sangue que caíram no papel. O sangue, este líquido vital, ganhou destaque em obras como "Frasco" (2007), e com um olhar microscópico, os glóbulos branco e vermelho foram explorados em bronze, madeira, ouro e prata. O aspecto plástico desses elementos, tratados de forma minimalista, ressaltam a preocupação estética da artista. Como comenta Cauê Alves: “estética dos objetos é ao menos tão relevante no nosso imaginário quanto suas funções.”1

Em sua exposição individual na Casa Triângulo, em 2014,  a artista apresentou peças me metacrilato que fazem uma relação com o sangue, o líquido que escorre, que se aglutina. No entanto, ela explorou também o aspecto do mercúrio, elemento que dá nome à mostra. Peças prateadas e reflexivas , em formatos variados, davam uma sensação maleável e de movimento. Ao observá-las, ficamos à espera das pequenas gotas se unirem formando porções maiores e disformes.

Ao refletir sobre as obras que trabalham com o sangue e sua composição, Cauê Alves faz uma interessante análise da obra da artista: “Entretanto, os vestígios do corpo nos desenhos de Nazareth Pacheco, o sangue e as gotas presentes em sua exposição, mostram um corpo cindido, fragmentado. É como se houvesse uma espécie de desarmonia corporal. Mas não se trata apenas de uma concepção individual de adequação a algum padrão de beleza, mas sim da constatação do desaparecimento da noção de um sujeito como corpo onipresente e absoluto, definido a partir da oposição com os objetos do mundo. Isto está longe de ser um retorno à concepção cartesiana do sujeito como cogito, como puro pensamento desencarnado, mas sim de que o corpo já não é mais uma unidade. O trabalho de Nazareth Pacheco, para além das explicações biográficas que possa ter, nos mostra que o corpo contemporâneo perdeu a sua inteireza e singularidade e que nem a arte nem o desejo poderão forjar sua reunificação. Talvez por isso a artista investigue o líquido vital que constitui o corpo e a sua origem.”2

 1 e 2. ALVES, Cauê. O perfume de um corpo cindido.

 

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