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Luiza Baldan
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Luiza Baldan

Luiza Baldan

Luiza Baldan

  • "Índice" | 2013 | Câmera de vídeo instalada na área externa do museu, MAM Rio, com transmissão em tempo real, sem áudio.
  • A obra A obra "Circulação branca", 2008.
  • "Sobre umbrais e afins", 2004-2010

Luiza Baldan

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  1. "Cremerie"

    Luiza Baldan

    A obra de Luiza Baldan traz uma sala, repleta de cadeiras dispostas em fileiras e voltadas para a mesma direção, viradas para um palco. Apesar de vazio, o ambiente é invadido por uma luz quente, que cria um degradê do laranja ao vermelho (seria essa a luz natural do lugar ou uma intervenção de Luiza?). Mais uma vez, não há qualquer vestígio de presença humana no local, não sabemos se foi ou não recentemente habitado. A única pista deixada pela artista é que este salão está localizado na Cremerie, região da cidade de Petrópolis (Rio de Janeiro). A obra vem acompanhada de certificado de autenticidade numerado e assinado pela artista.

    Disponibilidade: Sem estoque

    • Fotografia
    • Data 2011
    • Técnica Impressão jato de tinta em papel hahnemühle
    • Dimensões (A x L ) 80 x 80 cm
    • Edição 10
    EDIÇÃO ESGOTADA

Luiza Baldan

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Rio de Janeiro (RJ), 1980 | Vive e trabalha no Rio de Janeiro (RJ), Brasil.

Luiza Baldan é graduada pela Florida International University e mestre pela UFRJ. Uma artista que usa a fotografia e o vídeo como seus principais meios de expressão. Entre suas exposições, destacam-se as realizadas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Paço das Artes, a Travessias 2 (Galpão da Maré), no Instituto Moreira Sales, no Centro Cultural Maria Antônia, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio. Recebeu diversos prêmios como o Prêmio Honra ao Mérito Arte e Patrimônio IPHAN (2013) e o XI Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, além de ter participado de diversas residências artísticas em diferentes regiões do Rio de Janeiro, tais como no edifício Rapozo Lopes (Santa Teresa), na Península (Barra da Tijuca) e no Pedregulho (Benfica) e, em 2012, realizou sua primeira residência internacional, no Chile.

A artista se pauta no real, mas ao mesmo tempo na capacidade construtiva da fotografia e cria composições não necessariamente verossímeis. Produz imagens que de certa forma criam um recorte temporal, geram uma sensação de que o tempo foi suspenso, aspecto este muito relacionado à luz e aos recortes que faz. Além disso, os lugares em suas obras estão repletos de memórias e vestígios, porém, não sabemos quando os locais foram deixados e se a partida é permanente ou não.

A maior parte de suas fotografias falam da ausência. São imagens sem a presença humana, mas que não pretendem dar destaque ao lugar e a sua arquitetura propriamente. Luzia mostra que aqueles espaços foram utilizados, vivenciados, ocupados. Há marcas da presença humana neles, mas ao mesmo tempo há a ausência de seus habitantes.

Trata a presença humana de maneiras diferentes em seu trabalhos: como na série “Diário Urbano”, as pessoas não são personagens, não são feitos retratos delas, elas são elementos de composição da imagem; já na série “Natal no Minhocão” a relação é outra, pois, como comenta a artista: “Curiosamente, só faço retrato de pessoas com as quais tenho alguma intimidade de convívio, para tentar estabelecer uma espécie de diálogo através da câmera.”1

Luzia aponta a residência no “Minhocão”, em 2009, como uma das mais importantes. A residência ocorreu por duas semanas no edifício conhecido como Pedregulho (Rio de Janeiro), obra do arquiteto Affonso Eduardo Reidy, um ícone da arquitetura modernista residencial brasileira. Luiza propôs um projeto de retratos de moradores em que eles seriam ao mesmo tempo objetos e autores (a artista iria ensiná-los a manusear o equipamento fotográfico).

Segundo Felipe Scovino: “Como obra aberta, seus lugares situam-se entre tempos e territórios, preenchidos por silêncios e vazios que se oferecem para serem desvendados pelo espectador, agora na figura de um hóspede, detetive ou intruso. É nessa intersecção, com ausência de fronteiras claras, entre desconforto, estranhamento e reconhecimento que nos colocamos diante das imagens de Baldan. Faz-se presente uma espécie de arqueologia do habitar mas que ambiguamente nunca é ou pode ser um exercício ou um lugar para essa função, porque assim ele não deseja ser.”2

 
1. Fonte: http://files.luizabaldan.com/FundIbereCamargo-RevistaLugares-052012.pdf
2. SCOVINO, Felipe. Qualquer Lugar 
    Fonte: http://files.luizabaldan.com/SANTA7.pdf
 
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