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Marcelo Silveira +

"Pra Q" (cód. 1103)

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  • Escultura
  • Data 2013
  • Técnica madeira cedro, Ipê e formica
  • Dimensões (A x L x P) 4,3 x 30,7 x 30,7 cm
  • Edição 20

DISPONIBILIDADE IMEDIATA

R$ 5.000,00
em até 10x de R$ 552,50*
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Cem octógonos compostos por duas madeiras diferentes – cedro e ipê – são dispostos em uma caixa de madeira e dão ao espectador a oportunidade de manusear a superfície criando inúmeras composições diferentes. No trabalho de Marcelo Silveira para a Carbono, um objeto nunca está só. Há sempre um conjunto de elementos, sendo eles dependentes ou independentes. O ato de acumular é muito forte em sua obra e percebemos que através dessa multiplicação de peças e partes, o artista ressalta que os sentidos acontecem e se esclarecem através das relações. Esta edição é assinada e vem acompanhada de certificado de autenticidade.

Marcelo Silveira

Gravatá (PE), 1962 | Vive e trabalha em Recife (PE), Brasil

A madeira é a matéria base do trabalho de Marcelo Silveira. Pintura, objeto, escultura, instalação e desenho são seus principais meios de expressão. O artista pernambucano apresentou seu trabalho em importantes mostras como a 29ª Bienal de São Paulo, a 5ª Bienal do Mercosul, a 4ª Bienal de Valência (Espanha) e em instituições como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, o Palácio das Artes de Belo Horizonte e o Museu de Arte Aloísio Magalhães. Sua obra está nas coleções do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e do Museu de Arte Moderna Murilo Mendes (Juiz de Fora).

Sua produção é muito relacionada aos objetos e às manifestações culturais de sua região de origem. Interessado no processo artesanal pernambucano e nordestino em geral, Marcelo chegou a percorrer algumas cidades de Pernambuco com seu estúdio, onde pode se aproximar de artesãos de diversas especialidades, no projeto "Corre Caminhos".

Começou seu trabalho com a madeira usando o caulim, mole e clara, e depois passou a manipular principalmente a cajatinga, madeira muito encontrada nos arredores de onde passou sua infância. O artista curva a madeira em peças que parecem guardar a forma das árvores que recobriam em obras como "Enquanto aguardo" (2005/2006) e ao mesmo tempo, em "O que abunda não atrapalha" (2003/2004), peças bem esculpidas e com um refinado acabamento se encaixam ocupando a parede. O artista também grava palavras e texturas na madeira, respectivamente em obras tais como "Manuais de Liêdo e Chita" (2005/2006), sendo que esta remete ao homônimo tecido popular.

Mas não é só no manuseio da madeira que se desenvolveu a obra de Marcelo Silveira. Materiais como o ferro, o vidro, o acrílico e o papel se tornaram substanciais em sua produção. Sua recente série "Caleidoscópio" (2011/2012) traz objetos compostos por réguas plásticas de diferentes desenhos, envolvidas por chapa de aço inoxidável, que formam múltiplas figuras.

O volume é também explorado usando elementos bidimensionais, como páginas de revistas. Nas séries "Caixa de retratos" (2008/2009) e "Paisagens" (2008/2009) o artista constrói imagens a partir de sobreposições de diversos fragmentos que parecem ter sido rasgados a mão. Ao serem colocados numa caixa, nos fazem questionar quantas camadas ali existem e quantas diferentes imagens são formadas.

No trabalho do artista um objeto nunca está só. Há sempre um conjunto de elementos, sendo eles dependentes ou independentes. O ato de acumular é muito forte em sua obra e percebemos que através dessa multiplicação de peças e partes, o artista ressalta que os sentidos acontecem e se esclarecem através das relações. 

Galerias representantes

Galeria Nara Roesler, São Paulo

Destaques da carreira

Marcelo Silveira

  • Vista da série Vista da série "Paisagens" | 2010 | 29ª Bienal de São Paulo, SP
  • "Arquitetura de Interior" | 2008 | Teatro Apolo, Recife, PE
  • Vista da instalação Vista da instalação "Tudo ou nada", na 5ª Bienal do Mercosul. A obra faz parte do acervo do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.
  • "Quando o coração floresce" | 2005/2006 | Obra instalada na Galeria Nara Roesler.
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