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Antonio Dias +

"Galáxias" (cód. 2824)

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  • Escultura
  • Data 1973/2014
  • Técnica acrílico, mdf, foam, plástico, tecido, algodão com diversos tipos de impressão
  • Dimensões (A x L x P) 7 x 79 x 44 cm
  • Edição 93

No início dos anos 70, o artista plástico Antonio Dias idealizou, a partir do poema concretista "Galáxias" de Haroldo de Campos (1929-2003) um livro-instalação de mesmo título. O trabalho foi lançado na Casa Daros no Rio de Janeiro acompanhada por uma conversa com o artista, e na Casa das Rosas em São Paulo.

Quarenta anos e centenas de protótipos depois, a editora UQ!Editions (Lucia Bertazzo e Leonel Kaz) realiza a produção da edição, que consiste de 93 exemplares, todos numerados e assinados pelo artista. A caixa revestida por tecido com pinturas de galáxias (com imagens diferentes) e pesando nove quilos, contém dez caixas menores que, quando abertas, revelam objetos que se completam, abrigando 32 peças no total. O múltiplo, assim como o longo poema em prosa de Haroldo, é uma jornada épica através das galáxias, que no final das contas se assemelha a uma busca interior de autoconhecimento, tanto do pintor, quanto do poeta.

Antonio Dias

Campina Grande (PB), Brasil, 1944 | Rio de Janeiro (RJ), Brasil, 2018

Antonio Dias inicia sua carreira nos anos 1960 e destaca-se no Brasil e no exterior como um artista de vanguarda que trabalha com diversas técnicas. O artista ganhou bolsas e prêmios de importantes instituições, e morou em diversos países. Tendo participado de quatro edições da Bienal de São Paulo (16ª, 22ª, 24ª e 29ª), sua obra ainda esteve presente na 1ª Bienal do Mercosul, 12ª Bienal da Turquia, 39ª Bienal de Veneza e na 8ª Bienal de Paris, quando ganhou o prêmio de pintura. Suas obras integram coleções particulares em todo o mundo e coleções públicas como Museum of Modern Art – MoMA (EUA), Daros Foundation (Alemanha), Itaú Cultural, MAC – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre outras.

Nos anos 1950, Dias muda-se da Paraíba para o Rio de Janeiro. É quando desenvolve seus primeiros trabalhos sob orientação de Oswaldo Goeldi. Antonio Dias esteve presente ativamente nos movimentos de vanguarda dos anos 1960 e 70, e participou de exposições como "Opinião 65" e "Nova objetividade brasileira"; assinou a "Declaração dos princípios básicos da vanguarda", ao lado de outros artistas como Hélio Oiticica e Lygia Pape, defendendo a liberdade de criação e o uso de uma nova linguagem, em um momento de tensão política no Brasil.

Em 1966, inicia a série "The Illustration of Art", trabalho que marca sua carreira e posiciona Dias como um artista que une a poesia concreta e o neoconcretismo de seus antepassados a uma pesquisa conceitual bastante particular. Na década de 1970, além de ganhar a bolsa Guggenheim, o artista viaja ao Nepal, onde aprende técnicas de produção em papel artesanal que são integradas ao seu trabalho. Simultaneamente, mune-se das mais diversas mídias para desenvolver suas obras: os trabalhos de Dias em vídeo, fotografia, escultura, gravura, audioarte, instalação e objetos têm a mesma força poética que as pinturas, sempre presentes e de crucial importância no decorrer de sua trajetória. Paulo Sergio Duarte, em texto de 2004, declara que “sem nunca abrir mão de uma investigação reflexiva, evidente mesmo quando atribuíam ao seu trabalho a qualidade de ‘visceral’, nos anos 60, não tem medo da escala e das articulações problemáticas”. 

 

Galerias representantes

Galeria Nara Roesler, São Paulo

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