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Lenora de Barros
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Lenora de Barros

Lenora de Barros

Lenora de Barros

  • Instalação realizada na mostra Instalação realizada na mostra "Arte Cidade - a cidade seus fluxos", em 1994.
  • Obra Obra "Procuro-me" (2003).
  • "ULTRAPASSADO II" | 2014 | Broadway 1602, Nova York, EUA
  • "PREGAÇÃO" | mostra "art.br#3 Poiesis in praxis" | na Pioneer Works, Nova York, EUA

Lenora de Barros

3 Iten(s)

   

  1. "Engole o que disse "

    Lenora de Barros

    Em toda a produção de Lenora de Barros, o corpo sempre foi o grande protagonista. Presente em partes e não por completo, ele é retratado por foto-performances - no caso desta edição, com Ruy Teixeira com a câmera nas mãos - sem a presença do público e resultam em interessantes brincadeiras e indagações sobre o próprio corpo do espectador.A série "Engole o que disse" tem como objetivo subverter o conceito de múltiplo, já que cada foto (dentre as dez que fazem parte da edição) são diferentes entre si. A artista escreve sobre as fot...

    Disponibilidade: Em estoque

    • Fotografia
    • Data 2016
    • Técnica impressão em Hahnemuhle
    • Dimensões (A x L) 22 x 31 cm
    • Edição 10
    R$ 6.000,00
  2. "Floating around"

    Lenora de Barros

    O azul ressalta na superfície de água, com sua tensão superficial mantendo seu volume estável, sem movimentos, sem ondas. Duas bolinhas de ping-pong, elemento que aparece em diversos trabalhos da artista, tocam esta superfície e a pressionam, criando, assim, deslocamentos que ficam marcados envolta das bolinhas. Elas são leves, bolinhas comuns de ping-pong, no entanto, parecem densas, devido ao movimento que criam, movimento este que constrói ali um novo volume e uma nova estabilidade.

    Disponibilidade: Em estoque

    • Fotografia
    • Data 2015
    • Técnica impressão fineart
    • Dimensões ( A x L) 15 x 20 cm
    • Edição 15
    R$ 8.000,00
  3. "Mínimo Som"

    Lenora de Barros

    O poema-objeto "Mínimo Som" de Lenora de Barros é uma obra verbivocovisual em seu sentido pleno, na qual substancia as dimensões verbais, sonoras e visuais da poesia. É também uma obra duchampiana, na qual a artista se apropria de um jogo da cultura popular e de suas características, e desloca-o como objeto de arte modificado. A peça, cujo o significado é ampliado pelas escolhas formais do artista, funciona em sua integralidade quando é ativada pelo público, que se torna sujeito participativo do fazer poético e artístico. A edição acompanha certificado de autent...

    Disponibilidade: Em estoque

    • Escultura
    • Data 2018
    • Técnica impressão digital, madeira, vidro e esfera de aço
    • Dimensões (A x L x P) 21 x 24 x 4 cm
    • Edição 10 + 3PA
    R$ 4.500,00

Lenora de Barros

3 Iten(s)

   

São Paulo (SP), 1953 | Vive e trabalha em São Paulo (SP), Brasil.

“There is

no place

like

utopy

There is

no utopy

like a place”

Poeta e artista plástica, Lenora de Barros realiza fotografias, vídeos, instalações e performances. Realizou exposições individuais e coletivas em instituições conceituadas como o Centro Universitário Maria Antonia (São Paulo), o Paço Imperial (Rio de Janeiro), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a Casa Daros (Rio de Janeiro), o Centro Cultural Banco do Nordeste (Fortaleza), a Fundação Proa (Buenos Aires), a Trienal Poli/Gráfica de San Juan de 2012, a Bienal de Lyon de 2011, as 29ª, 24ª e 17ª Bienais de São Paulo, a 7ª e 5ª Bienais do Mercosul (Porto Alegre), o Museu da Cidade de Lisboa. Suas obras fazem parte das coleções do Museu d’Art Conteporani de Barcelona, da Daros Latinoamerica, do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Centro Cultural São Paulo.

Formada em linguística pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) na década de 1970, Lenora inicialmente explorou a palavra em forma de texto. Trabalhou em importantes veículos de comunicação, como o "Jornal da Tarde", em que, entre 1993 e 1996, escrevia semanalmente uma coluna experimental.

Influenciada pelo Concretistmo, principalmente pela poesia concreta, suas formas de expressão se ampliaram e seu trabalho com a palavra ganhou outros corpos, entrando no campo propriamente da arte contemporânea. Como comenta a artista: “Eu passei a tentar explorar a linguagem de todos os ângulos.”

Em "Procure-me" (2003), a artista criou um cartaz em que há quatro diferentes imagens de si, em uma composição que nos faz pensar nas mutações de Cindy Sherman, num jogo de ser e não ser, e os espalhou por Curitiba. O vídeo mostra Lenora em movimento pela cidade, com sua bagagem (também com o mesmo dizer) e seus cartazes, e as reações das pessoas ao se depararem com eles e com a artista em movimento.

As bolinhas de ping-pong foram exploradas primeiramente em sua exposição individual "Poesia é coisa de nada", realizada em Milão, em 1990. Nela, a artista colocou 5.000 bolas no chão do espaço, junto de uma almofada de veludo vermelho no centro. Todas as bolinhas foram gravadas com o título da mostra. As bolinhas estiveram também na segunda edição do "Arte-Cidade - A Cidade e Seus Fluxos" (1994), criando um jogo visual e sonoro. Desde então, tais elementos pontuam sua trajetória artística, mostrando-se de diferentes formas e sob suportes diversos. Em 2000, na instalação "Ping-poema para Boris", a artista expandiu o campo exploratório para outras peças relacionadas a elas, como raquetes, redes e mesas.

Segundo Marilia Martins, professora da PUC-Rio e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage: “Para Lenora, o mesmo movimento de exibir-se é também o de esconder-se em si mesma, nas muitas dobras e interseções de linguagem que compõem suas trabalhos. Os personagens de Lenora também transitam entre textos, imagens e sons, às vezes em trilhas paralelas, às vezes discordantes. São apenas vozes, ou vozes que entram em conflito com as imagens, ou com textos, embaralhando percepções e leituras.”

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