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Juan Fontanive +

"Native Fountain C" (cód. 2854)

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  • Instalação
  • Data 2014
  • Técnica esmalte em fibra de carbono, aço inoxidável, rolamentos, corda de uretano, mecanismo de engrenagem e motor
  • Dimensões (A x L ) 1 x 1 cm
  • Edição 10

"Native Fountain" é uma escultura com movimento intermitente, obtido através de um sistema que alia um motor ao mecanismo de Genebra. Todas as peças retangulares possuem um lado preto e outro branco e se movem em dois sentidos: giram circularmente e se viram, alternando o lado preto para o branco e vice-versa. A configuração e a composição de cores desta obra são modificadas a cada novo ciclo de movimento. O movimento se completa e alguns segundos depois, se inicia novamente. Além disso, o tilintante som produzido pelo giro das peças, assim como a imagem criada, nos fazem pensar em pequenas quedas de água ou em folhas de árvores levadas pelo vento. A ideia das barras coloridas como elementos sequenciais podem fazer referência a padrões tribais, enquanto o som produzido pelo giro das peças nos remeter à água em queda. Foi pensando nestes aspectos que o artista nomeou a obra "Native Fountain". O trabalho possui dimensões variadas, que podem ser maiores ou menores, de acordo com o espaço para sua instalação. Todos os elementos foram feitos à mão pelo artista.

Clique aqui para ver o vídeo da obra.

Mais obras deste artista

Juan Fontanive

Cleveland, 1977 | Vive e trabalha em Nova York, Estados Unidos.

Juan Fontanive é um artista que se interessa pelo movimento sequencial e repetitivo. Suas obras exploram os mecanismos e as sonoridades dos primeiros filmes, principalmente os experimentais, bem como animações em stop-motion. Com formação em literatura, na Syracuse University, e animação, na The Royal College of Art, o artista já expôs no New Museum (Nova York), na Fundação Gulbenkian (Lisboa), no Kinetica Museum (Londres), na The Royal Academy of Art (Londres), entre outros, e ganhou os prêmios Jerwood Painting Prize (2010), Desmond Preston Drawing Prize (2004) e Louise Wetherbee Phelps Award for Writing (1999).

Em todos os trabalhos de Fontanive, não somos convidados somente a ver. Suas obras questionam a visão como sentido mais importante, nos levando a explorar todos eles. Em obras como “Rubi” (2013) ou “Ornithology” (2013), o artista dá vida a seus desenhos de  beija-flor ao lhes conceder movimento através de um motor que faz girar as diversas páginas, com os pássaros em diferentes posições. O giro das folhas cria também um som que alude ao bater de asas desse pássaro, levando-nos a um envolvimento ainda maior com seu vôo .

O desenho é uma linguagem também bastante explorada por Fontanive. Em "Accident 1, River 2" (2006), desenhos de um ciclista em diferentes posições são inseridos em uma roda de bicicleta. A partir do giro da roda, o ciclista parece deslocar-se. Assim, o velho objeto ganha novo sentido e uso a partir do desenho animado.

O artista explora bastante tecnologias analógicas. Estas,  diferente do que ocorre do universo digital, vem sempre acompanhadas do barulho, fato apreciado pelo artista, que sempre tira partido desse som natural dos motores e contato entre peças.  Além disso, Fontanive escolhe todos os elementos que irão compor a obra, desde as roldanas, os cabos, as polias, entre outros, criando assim um interesse completo em seus objetos, não somente nos desenhos ou no que efetivamente se movimenta (como placas coloridas).

Em "Movement # 1" (2008), o complexo sistema de polias, cabos de aço e hastes coordena o movimento e mantém a rotação dos finos discos metálicos pintados de preto e branco em perfeita sintonia. O movimento é constante e sincronizado, como se todas as peças dançassem ao som das mesmas batidas.

Segundo ele, produz filmes, mas sem usar a luz, já que suas obras não acontecem em telas. Suas obras estão mais próximos do flipbook associado a motores, responsáveis por mantém seu constante movimento. Dessa forma, Fontanive dá vida aos seres que desenha com maestria.  

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